SANDRA OLIVEIRA - ESTETICISTA, CABELEIREIRA E PERSONAL CARE VALMARI

"Os verdadeiros vencedores na vida são pessoas que olham para cada situação com a esperança de poder resolvê-la ou melhorá-la."

Barbara Pletcher

04/03/2010

Critério na escolha dos protetores solares


Drauzio – Que critério as pessoas devem usar para escolher o fator de proteção solar dos produtos encontrados no mercado?
Ivan – Para pessoas de pele normal, que não têm casos de câncer de pele na família nem nunca tenham manifestado o problema, o fator de proteção solar número 15 é o que representa melhor custo-benefício, porque consegue oferecer 94% de proteção contra o raio ultravioleta do tipo B. Além disso, os produtos mais modernos protegem não só contra o UVB (ultravioleta do tipo B) como também contra o UVA (ultravioleta do tipo A), uma vez que a tendência atual é creditar uma serie de lesões, incluindo o melanoma e o envelhecimento precoce, à ação dos raios UVA.
Em relação ao custo-benefício, portanto, protetor solar fator 15 é o indicado porque garante 94% de proteção. Se a pessoa usar o fator 33, aumentará esse índice para 97%, o que não representa uma diferença significativa.

Drauzio – As pessoas acham que se usarem o fator 60, por exemplo, estarão mais protegidas. Isso é verdade?
Ivan – Atingir 100% de proteção é impossível nem vale a pena. É preciso tomar um pouco de sol para estimular a pele. O contraproducente é a pessoa ficar trancada no escritório o ano inteiro e, sem proteção alguma, querer bronzear-se de uma hora para outra. Além de estragar suas férias, vai provocar o envelhecimento da pele e o aparecimento de lesões. Minha advertência é sempre a mesma: pode ficar moreno, o que não pode é ficar vermelho. Se a pessoa consegue bronzear-se mesmo sem o protetor solar é porque tem uma pele adaptada para receber os raios solares. As outras precisam ficar atentas e o protetor fator 15 pode ajudá-las a defender-se dos danos causados pelo sol.

Drauzio – Para as crianças, vale a mesma indicação?
Ivan – Vale também para as crianças. Muitas vezes, o problema não está no fator de proteção, está no saber passar o produto. Não basta aplicá-lo uma única vez antes de ir tomar sol. É preciso repetir a operação pelo menos a cada duas horas, porque 50% do efeito desaparecem com o tempo. Especialmente se a pessoa entrou na água ou suou muito deve refazer a aplicação. Às vezes, ela acha que, passando um protetor fator 60 pela manhã, estará protegida o dia todo, o que é um engano. Se estiver na praia, então, precisa repetir a aplicação com freqüência para garantir o efeito desejado.

Dr. Ivan de Oliveira Santos/ Drauzio Varella
Fonte:http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/cancerdepele3.asp

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